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Location: Portugal

Saturday, March 11, 2006

Virtual Realidade Parte 26


Luísa e Sandrine chegaram ao hotel de Vilamoura onde tinham marcado o alojamento, por volta das cinco horas da tarde. A viagem tinha decorrido bem mas o cansaço que traziam reclamava um banho urgente. No hall do hotel dirigiram-se à recepção, fizeram os respectivos registos e com as chaves dos quartos na mão dirigiram-se ao elevador que as levou ao quinto andar. Despediram-se prometendo que quem se despachasse primeiro batia à porta da outra.
Luísa escolhera para ela um quarto num andar elevado, para assim poder desfrutar da magnífica vista sobre a praia e o mar. O quarto era muito amplo, e decorado com muito bom gosto.
Luísa arrumou as suas coisas e foi para o banho reconfortante na banheira branca de hidromassagem cheia de espuma dos sais de banho com perfume de pêssego.
Metida na água fechou os olhos e o seu pensamento voou até ao Eduardo. O que estaria ele a fazer naquele momento? Será que teria saudades dela? Apenas tinham passado algumas horas e Luísa já estava com imensas saudades dele. Tinham passado vários meses desde que se conheceram no MIRC e ela sentia-se cada vez mais apegada a ele, sempre muito carinhoso e atencioso.
Os seus pensamentos foram interrompidos por pancadas na porta do quarto. Era Sandrine que batia com força.
─ Luísa, estás bem?
Luísa saiu da banheira, enrolou-se na toalha e foi abrir a porta.
─ Entra querida!
Sandrine entrou e olhou o espaço à sua volta:
─ Os quartos são precisamente iguais, mas a tua vista é soberba! ─ Disse
─ Claro, mas é preciso saber escolher! ─ Respondeu Luísa.
─ Ah! Eu não faço muito caso disso. Ando farta de dormir em hotéis por todo o lado e o tempo que passo neles é a dormir e não a ver a paisagem através das janelas.
─ Só a dormir? ─ Riu Luísa.
─ Não sejas mazinha! Principalmente a dormir.
Os dois primeiros dias foram passados a conhecer os arredores. Visitaram monumentos, galerias de arte, jardins, e alguns restaurantes típicos.
Deitavam-se relativamente cedo. Eram umas férias para descansar da rotina da cidade.
Naquela época fim de verão, o hotel tinha muitos hóspedes, a grande maioria estrangeiros. O tempo estava excelente. Passavam algumas horas á beira da piscina do hotel. Sandrine sempre que podia picava Luísa.
─ Olha que o biquini fica-te muito bem! Com esse biquini, não há homem que te resista!
─ Menina tem juízo! Viemos para descansar e não para aventuras.
─ Sim, sim! E uma pequena aventura faz mal a alguém? Nós ainda não estamos mortas.
No terceiro dia, almoçaram um grande gelado acompanhado por champanhe francês, sugestão de Sandrine.
─ Brindemos às nossas férias e à nossa liberdade, tchim tchim!
─ Obrigada querida, adoro-te! Foi uma das melhores coisas que me aconteceram na vida: teres vindo estudar para Portugal e teres ficado na minha casa.
Os olhos de ambas lacrimejaram.
Passava das seis horas da tarde quando regressaram ao hotel. Luísa estava cansada e só pensava num relaxante banho quente e numa sesta para restabelecer forças. Ao entrar no quarto nem queria acreditar no que os seus olhos viam: um sem-número de margaridas brancas e amarelas adornavam o seu espaço. Luísa ficou estupefacta. Abriu o envelope que as acompanhava e leu o cartão que estava no interior.
“ Estas margaridas que te envio não são para tua contemplação, mas sim para contemplarem o mais belo exemplar da tua da tua espécie – TU!” ─ O cartão era do Eduardo.
Aquilo era muito mais, do que algum dia poderia ter esperado. Muito mais do que uma declaração de amor, uma obra de arte sublime. Uma intensa felicidade apoderou-se de todo o seu ser.
Luísa beijou o cartão, puxou os reposteiros e um sol intenso iluminou-lhe a face. Ela sorriu, abriu as portadas e, já na varanda, gritou:
─ Estou feliz! Estou feliz!
Tinha prometido ao Eduardo que lhe mandaria notícias através do telemóvel para o seu e-mail. Pegou no telemóvel e digitou a seguinte mensagem: ”Obrigada pelas lindas flores que me enviaste. Adorei a tua mensagem ternurenta! Que surpresa maravilhosa! Mil beijos doces!”.
Logo que possível iria ver os e-mails no portátil de Sandrine. Tinha prometido a si mesma que ia resistir e não iria ao MIRC.
Luísa atirou-se para cima da cama, tentando abraçar todas aquelas pétalas de flores mandadas por Eduardo; abraçou-as como se o abraçasse a ele. Muito baixinho sussurrou: “Amor tenho saudades tuas!” E adormeceu com um sorriso lindo nos lábios.
Sandrine passou pelo o quarto de Luísa antes do jantar levando consigo o portátil.
Ao entrar no quarto fica deslumbrada com o que seus olhos vêem:
─ Mas o que aconteceu aqui? Andaste a roubar flores ou já tens por cá algum apaixonado secreto?
Luísa atira-lhe com o cartão do Eduardo e conta tudo a Sandrine, desde o dia em que entrou no MIRC. As alegrias e os receios que encontrou no mundo virtual. Sandrine sorri e diz:
─ Estou feliz por ti! Tu mereces encontrar a felicidade nem que seja virtual. Mas acho que deixou de ser virtual no momento em que há uma entrega tão grande de ambas as partes. Os sentimentos são muito nobres.
─ Obrigada! ─ Respondeu Luísa
─ Aqui tens o portátil para veres o teu correio electrónico. Não me esqueci da nossa conversa. Vai ver se tens algum e-mail do Eduardo! Agora sou eu que estou com curiosidade.
Realmente havia um e-mail de Eduardo. Luísa, muito ansiosa, leu em voz alta:

“Estou a morrer de saudades tuas. Isto sem ti é uma seca. A minha única companhia é a Cátia. Tenho-lhe ensinado umas coisas do e-mule. De resto não há ninguém que valha a pena. Quando vais aparecer? Espero que em breve!
Até lá passa bem.
Jocas fofas.
Adoro-te!
Eduardo.”
Luísa ficou radiante com aquele e-mail vindo do Eduardo. Ele tinha saudades dela! Era como se ele lhe acariciasse a alma. Olhou para Sandrine e disse:
─ Vês?! O que achas?
─ Realmente estás apanhada pelo Eduardo! Nota-se no teu olhar esse brilhozinho transparente que diz “estou feliz”. E quanto a ele, também não está longe de cair por ti.
─ Não sei, mas tu achas mesmo isso?
─ Acho, mas agora vamos jantar. Estou cheia de fome e descobri um lugar óptimo.
─ Espera! Quero ligar à Rita antes de sairmos.
Luísa liga para a filha para saber como estão a correr os exames. Reza para que tudo esteja a correr pelo melhor, para que Rita consiga entrar na Universidade em Portugal.
Apoia a decisão de Rita em ir para Espanha, mas sabe que vai doer estar afastada da filha.
─ Rita! Como vais Querida? E os exames?
─ Está tudo bem! Estou a dar tudo por tudo. Estou exausta.
─ Descansa um pouco, faz um intervalo. Daqui a dois dias estaremos em casa. A Sandrine manda-te uma beijoca.
─ Outra para ela, e continuem a divertir-se já que eu não posso. Beijinhos Mãezinha.
─ Beijinhos filhota. Boa sorte!
Luísa e Sandrine saíram para jantar e se divertirem. Era a penúltima noite que passavam no Algarve. Enquanto Luísa se diverte em terras algarvias Cristina está a viver momentos de intensa paixão. Ela e o Rui não querem abdicar da companhia um do outro.

Continua...

6 Comments:

Anonymous lique said...

E eu continuo a ler, agora noutro endereço. :)
As perspectivas são boas... Estou cheia de curiosidade.
Beijinhos

9:03 pm  
Blogger Andreia Ramos said...

a historai esta demias, cada vez mais interessante!beijinho!

3:41 pm  
Blogger saisminerais said...

li este capitulo e axo que vou ter de ca vir muitas mais vezes... Afinal onde andei eu? Com tão belos espaços para ler!
MUitos parabens, e obrigado pela visita no meu saisminerais, fizeste o que algumas pessoas se recusam a fazer
que é ir ler noutro que não no principal...
Obrigado por isso mesmo e volta sempre. Eu voltarei om certeza Aliás vou lincar este espaço

2:27 pm  
Anonymous Mel said...

Onde começa o virtual e o real se esbate?
Onde os sentimentos se acasalam?

Pois é!!! Na realidade virtual tudo se mistura ...
aguardo a continuação da história ...

Bjs d(a)e Mel

PS: Votos de excelente 2007

1:26 pm  
Anonymous Anonymous said...

Wonderful and informative web site. I used information from that site its great. » »

5:27 am  
Blogger Jorge Bicho said...

um abraço e continuem assim
Jb

9:49 am  

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